O isolamento social e as nossas reais necessidades

Por João Fruhauf Machado 20/05/2020 - 01:25 hs

O isolamento social e as nossas reais necessidades


Esse isolamento social tem nos privado de alguns prazeres, como uma boa bebida e risadas compartilhadas entre amigos, entre outras maravilhas que só a proximidade humana pode trazer.


Por outro lado, o tempo se mostra oportuno para reflexão. Em circunstâncias normais, será que estamos buscando nossas reais necessidades? Quero dizer: está todo mundo correndo, o tempo todo, correndo atrás daquela cenoura prometida, atrás daquelas promessas que começam na infância e vão até a velhice e nunca são alcançadas, ou pelo menos, nunca são suficientes. Somos condicionados a buscar o padrão, o mais alto salário, o melhor trabalho, o melhor carro, a maior casa, a competir.


Vamos acumulando, comprando coisas que não precisamos, tentamos provar aos outros o tempo todo que somos bons o suficiente, afinal, fomos ensinados assim. Por fim, melancolicamente esquecemos de nós, esquecemos de nossas necessidades reais!


Ignoramos aquela fagulha que de vez em quando acende e fala: quem é você, o que está fazendo com sua vida, o que você realmente quer?


Lhe pergunto: Você olhou para o céu ontem a noite? Estava estrelado? E a última Lua cheia, você reparou nela? Qual foi a última vez que você gastou um bom dinheiro indo para um lugar que ama, ou comendo um "prato" que adora? Qual foi a última vez que teve um simples momento de apreciação ou um prazer despretensioso, desses que alimentam a alma?


Você já tentou fazer uma fogueira sozinho? Disse aos próximos que os ama sem vergonha alguma? Admitiu que é cheio de defeitos e ansiedades, que vai tentar melhorar, libertando-se de pesos emocionais? 


Reveja suas necessidades. Afinal, o que você realmente quer, o que te faz bem? É tempo para refletir e tempo para criar coragem para mudar, tempo de perder o medo! Nosso planeta com seus 4 bilhões e 600 milhões de anos, expõe nossa pequenez temporal a cada batida do relógio, não vamos desperdiçar nosso tempo curto e sagrado com o que não nos é necessário.